Cultura da Reforma Agrária
Andrea Lombardi
quinta-feira, 26 agosto 2010
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), produziu uma extensa pesquisa sobre a cultura temática relacionada à questão da reforma agrária e à realidade dos sem-terra no Brasil.
Acompanhado da professora da UFMG e coordenadora do projeto, Heloisa Starling, o ministro Guilherme Cassel convidou o Ministério da Cultura para ser parceiro em um projeto que pretende levar o conteúdo desta pesquisa para a população brasileira, por meio de um caminhão itinerante. “Achamos muito importante disponibilizar e compartilhar toda essa riqueza pesquisada”, explicou.
O projeto também tem por objetivo mostrar à sociedade brasileira, principalmente para a parte da população que ainda não tem envolvimento com o tema, o valor deste projeto para o desenvolvimento do país, bem como sua influência da diversidade e na identidade cultural do Brasil.
O ministro Juca Ferreira aceitou a parceria e acrescentou a necessidade de se criar um portal que abrigue o conteúdo, para que o acesso seja ainda mais abrangente e para que a população possa usar esse material como acervo de pesquisa.
Ele também propôs que kits fossem entregues nas escolas ou bibliotecas das cidades por onde o caminhão passe, na forma de registro dessa passagem pelo local e também para que esse conteúdo seja utilizado educacionalmente. Segundo o ministro da Cultura, eventos como esses tendem a ser muito rápidos e a se perder na memória local. “Por isso, é importante deixarmos uma marca, especialmente porque se trata de um trabalho de conscientização da população”, disse.
A intenção é que o projeto fique pronto até o final do ano. Tanto o MinC quanto o Ministério do Desenvolvimento Agrário acreditam que essa parceria é apenas o começo de muitas que ainda podem vir.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Cultura.
Falar de patrimônio cultural exige falar de museu porque esta instituição foi criada especialmente para preservá-lo. Sua estreita relação com este mesmo patrimônio, estabelece sua função primordial que é a preservação, e dela se desprendem as outras de investigação, conservação, salvamento, resgate, tombamento e exibição com fins de educação, pesquisa e lazer.
sábado, 4 de setembro de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Turismo e desenvolvimento social
O turismo é visto muitas das vezes como um fenômeno mercadológico, que exclui e promove desigualdade, principalmente quando ocorrido em comunidade “frágeis”.
No entanto, surge uma nova linha de pensamento e ações que torna o turismo não só uma fonte de trabalho e renda, mas, principalmente um fenômeno de integração entre os indivíduos que passam a vivenciar o seu território, as práticas socioculturais e assim contribuindo para um desenvolvimento cada vez mais justo.
Para uma melhor gestão do turismo, cabe aos planejadores e gestores do turismo a função de estabelecer parâmetro de políticas publicas substanciais na mobilização e participação de toda comunidade, aproximando ao desenvolvimento sustentável.
O projeto Ecomuseu do Ferreiro – Desejo de memória, acredita em um turismo de base comunitária que busque uma harmonia entre eficiência econômica, justiça social, desenvolvimento sociocultural e conservação ambiental.
No entanto, surge uma nova linha de pensamento e ações que torna o turismo não só uma fonte de trabalho e renda, mas, principalmente um fenômeno de integração entre os indivíduos que passam a vivenciar o seu território, as práticas socioculturais e assim contribuindo para um desenvolvimento cada vez mais justo.
Para uma melhor gestão do turismo, cabe aos planejadores e gestores do turismo a função de estabelecer parâmetro de políticas publicas substanciais na mobilização e participação de toda comunidade, aproximando ao desenvolvimento sustentável.
O projeto Ecomuseu do Ferreiro – Desejo de memória, acredita em um turismo de base comunitária que busque uma harmonia entre eficiência econômica, justiça social, desenvolvimento sociocultural e conservação ambiental.
domingo, 15 de agosto de 2010
Museu Contemporâneo
Waldisa Russio (1990) fundamenta:
A grande tarefa do museu contemporâneo é, pois, a de permitir esta clara leitura de modo a aguçar e possibilitar a emergência (onde ela não existir) de uma consciência critica, de tal sorte que a informação passada pelo museu facilite a ação transformadora do Homem.
A grande tarefa do museu contemporâneo é, pois, a de permitir esta clara leitura de modo a aguçar e possibilitar a emergência (onde ela não existir) de uma consciência critica, de tal sorte que a informação passada pelo museu facilite a ação transformadora do Homem.
Romaria de São Sebastião - 05/09/2010
“Há pouco tempo atrás, por nímia gentileza do distinto casal de amigos, Sr. Luciano e dona Guiomar Ferraz de Godói, fui conhecer e desenhar, in-loco, a graciosa Capelinha de São Sebastião da Pedreira, situada perto do centenário e ora extinto arraial do Ouro Fino. O panorama que por lá presenciei, dada a sua pureza e magnitude, jamais sairá do meu sentido. Pois, tudo por ali insinua paz, ternura e felicidade. O arvoredo circulante ao penedo negro e altivo, nesse dia, achava-se muito freqüentado por dezenas de aves canoras, típicas da região: tiés, puvis, sabiás, bem-te-vis, pássaros-pretos, etc., e até mesmo bandos de seriemas entoando as suas récitas selvagens pelos campos ensolarados” (Octo Marques, artista plástico e literato. Cidade Mãe – Causos e Contos, p.102)
A romaria é uma velha tradição ligada à formação da nacionalidade luso-espanhola, desde o tempo da romaria de São Tiago de Compostela, essas festas reúnem milhares de pessoas nos mais diversos e distintos pontos do sertão, funcionando como feiras e como ponto de encontro. Desempenharam papel de enorme relevância na vida do sertão, e continuam a desempenhar nos lugares ainda despovoados e atrasados.
A pedreira de São Sebastião é um lugar atribuído no sentido diferenciado pela memória e pela vida social mobilizando a gente mais próxima e reaproximando os que estão longe, para que se reviva o sentimento de participar e de pertencer a um grupo, de possuir um lugar. Ao lado do culto religioso, há o lado profano dos jogos, do mulherio, da comilança e da bebedeira.
A secular Romaria de São Sebastião, que acontece no primeiro domingo de setembro entre Ferreiro e Ouro-Fino, poderia se tornar um bem registrado como patrimônio cultural imaterial pela notável festa que marca a vivência da religiosidade em dado espaço – a pedreira de São Sebastião – onde se concentram para a prática cultural coletiva.
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) define como patrimônio cultural imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas e também os instrumentos, objetos, artefatos e lugares associados e as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos que se reconhecem como parte integrante do patrimônio cultural.
“Conheço um lindo demais! Fica entre Ferreiro e Ouro Fino. É uma pedra muito linda, parece que ela levantou numa grota, mas ela ficou muito alta, muito linda, chama-se pedra São Sebastião. Fizeram uma imagem lá em cima e todo ano os devotos vão ali rezar, até hoje, todo ano. E fazem festa lá todo ano, festa muito animada, e sobem por uma escada para ir lá onde está o santo. Muito bonita, a pedra. (Maria Abadia Januária. Nº da entrevista:40. Dossiê de Goiás)”
Um mistério envolve a história do padroeiro da Pedreira, mistério esse que os antigos atribuem a mais um milagre de São Sebastião e que lhe rendeu o apelido de “Santo Fujão”.
Diz a tradição oral que nos arredores da Pedreira, encontraram a imagem do Santo, levando-a à Igrejinha. Pensando os fieis que seria o melhor lugar. O mistério é que a imagem havia desaparecido, e, encontrada na pedreira. O fato mexeu com todos. Foi aí que algumas pessoas colocaram o Santo novamente na capela e ficaram de vigília no lado de fora, dia e noite. Não adiantou, a imagem voltou para o seu local de origem. O trabalho foi intensificado, o Santo foi trazido mais uma vez, e este passou a ser vigiado por dentro e por fora o dia inteiro. E aí o milagre aconteceu à vista de todos os presentes: a imagem sumiu e apareceu na pedreira.
Essa lenda ocorre em outras diversas regiões brasileiras. Por exemplo, em Natividade, o santo fujão é o Senhor do Bonfim no qual construíram uma capela no distrito do Bonfim, lugar onde foi encontrado o santo.
A Romaria de São Sebastião ainda não foi inventariada por órgãos competentes. Fica aqui o desejo desse estudo a fim de conhecer e documentar o bem cultural o que certamente propiciará a identificação de problemas e soluções para a salvaguarda dessa manifestação ante ao seu esquecimento.
A romaria é uma velha tradição ligada à formação da nacionalidade luso-espanhola, desde o tempo da romaria de São Tiago de Compostela, essas festas reúnem milhares de pessoas nos mais diversos e distintos pontos do sertão, funcionando como feiras e como ponto de encontro. Desempenharam papel de enorme relevância na vida do sertão, e continuam a desempenhar nos lugares ainda despovoados e atrasados.
A pedreira de São Sebastião é um lugar atribuído no sentido diferenciado pela memória e pela vida social mobilizando a gente mais próxima e reaproximando os que estão longe, para que se reviva o sentimento de participar e de pertencer a um grupo, de possuir um lugar. Ao lado do culto religioso, há o lado profano dos jogos, do mulherio, da comilança e da bebedeira.
A secular Romaria de São Sebastião, que acontece no primeiro domingo de setembro entre Ferreiro e Ouro-Fino, poderia se tornar um bem registrado como patrimônio cultural imaterial pela notável festa que marca a vivência da religiosidade em dado espaço – a pedreira de São Sebastião – onde se concentram para a prática cultural coletiva.
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) define como patrimônio cultural imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas e também os instrumentos, objetos, artefatos e lugares associados e as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos que se reconhecem como parte integrante do patrimônio cultural.
“Conheço um lindo demais! Fica entre Ferreiro e Ouro Fino. É uma pedra muito linda, parece que ela levantou numa grota, mas ela ficou muito alta, muito linda, chama-se pedra São Sebastião. Fizeram uma imagem lá em cima e todo ano os devotos vão ali rezar, até hoje, todo ano. E fazem festa lá todo ano, festa muito animada, e sobem por uma escada para ir lá onde está o santo. Muito bonita, a pedra. (Maria Abadia Januária. Nº da entrevista:40. Dossiê de Goiás)”
Um mistério envolve a história do padroeiro da Pedreira, mistério esse que os antigos atribuem a mais um milagre de São Sebastião e que lhe rendeu o apelido de “Santo Fujão”.
Diz a tradição oral que nos arredores da Pedreira, encontraram a imagem do Santo, levando-a à Igrejinha. Pensando os fieis que seria o melhor lugar. O mistério é que a imagem havia desaparecido, e, encontrada na pedreira. O fato mexeu com todos. Foi aí que algumas pessoas colocaram o Santo novamente na capela e ficaram de vigília no lado de fora, dia e noite. Não adiantou, a imagem voltou para o seu local de origem. O trabalho foi intensificado, o Santo foi trazido mais uma vez, e este passou a ser vigiado por dentro e por fora o dia inteiro. E aí o milagre aconteceu à vista de todos os presentes: a imagem sumiu e apareceu na pedreira.
Essa lenda ocorre em outras diversas regiões brasileiras. Por exemplo, em Natividade, o santo fujão é o Senhor do Bonfim no qual construíram uma capela no distrito do Bonfim, lugar onde foi encontrado o santo.
A Romaria de São Sebastião ainda não foi inventariada por órgãos competentes. Fica aqui o desejo desse estudo a fim de conhecer e documentar o bem cultural o que certamente propiciará a identificação de problemas e soluções para a salvaguarda dessa manifestação ante ao seu esquecimento.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Núcleo Livre UFG
Disciplina 6416 - MUSEUS, MUSEOLOGIA E
INTERDISCIPLINARIDADE
2as feiras das 14 às 17h40
Profa. Manuelina Duarte
Período de ajuste de matrícula até o dia 16/08/10.
Maiores informações na Srcretaria da FCS - UFG
INTERDISCIPLINARIDADE
2as feiras das 14 às 17h40
Profa. Manuelina Duarte
Período de ajuste de matrícula até o dia 16/08/10.
Maiores informações na Srcretaria da FCS - UFG
domingo, 8 de agosto de 2010
RESULTADOS ALCANÇADOS
Com os dados em mãos, eis o oficio do historiador: acompanhar os processos culturais, e, sempre que possível assessorar nesse acompanhamento a integração da ciência com as experiências comunitárias.
O trabalho é um projeto monográfico de um dos autores – Lucinete Morais.
Já foi apresentado à 14ª SR/IPHAN, Diocese de Goiás, SR/INCRA e IBRAM para consolidação de convênio em prol da realização do Ecomuseu do Ferreiro, um desejo de memória do Projeto de Assentamento Serra Dourada.
O trabalho é um projeto monográfico de um dos autores – Lucinete Morais.
Já foi apresentado à 14ª SR/IPHAN, Diocese de Goiás, SR/INCRA e IBRAM para consolidação de convênio em prol da realização do Ecomuseu do Ferreiro, um desejo de memória do Projeto de Assentamento Serra Dourada.
sábado, 7 de agosto de 2010
Por que o Ferreiro é importante?
Por que e como o Ferreiro adquiriu tal significância?
A discussão teórica e estética do documentário passa pela composição histórica do lugar, pelo conceito de memória e o desejo da comunidade em (re)significar o lugar, mencionando a importância inaugural do Ferreiro. Hoje, sua significância está na herança do discurso patrimonial e do uso da terra.
Estamos redescobrindo o local em contraposição ao global, as manifestações culturais, as tradições e as peculiaridades. Estamos apreendendo a olhar para o patrimônio como um bem que representa identidade e que exterioriza o valor de uma cultura, de algo que pode ser a expressão de uma conjuntura histórica, a leitura de uma concepção social ou a manifestação de uma tradição.
Chega-se ao auge e desfecho do conflito desse trabalho imaginando o Ferreiro através da museologia, surgindo assim, o projeto de implantação do Ecomuseu do Ferreiro: desejo de memória no antigo arraial.
A discussão teórica e estética do documentário passa pela composição histórica do lugar, pelo conceito de memória e o desejo da comunidade em (re)significar o lugar, mencionando a importância inaugural do Ferreiro. Hoje, sua significância está na herança do discurso patrimonial e do uso da terra.
Estamos redescobrindo o local em contraposição ao global, as manifestações culturais, as tradições e as peculiaridades. Estamos apreendendo a olhar para o patrimônio como um bem que representa identidade e que exterioriza o valor de uma cultura, de algo que pode ser a expressão de uma conjuntura histórica, a leitura de uma concepção social ou a manifestação de uma tradição.
Chega-se ao auge e desfecho do conflito desse trabalho imaginando o Ferreiro através da museologia, surgindo assim, o projeto de implantação do Ecomuseu do Ferreiro: desejo de memória no antigo arraial.
Museus de Territórios
Museus Comunitários e Ecomuseus
• Baseados na musealização de um território;
• Enfase dada as relações culturais e sociais Homem/Território;
• Baseada no TEMPO SOCIAL;
• Características: Valoriza processos naturais e culturais e não os objetos enquanto produtos da cultura;
• Pode conter exposições tradicionais, baseados em objetos.
Processo de musealização
• Fio Condutor:
• Para que existimos (finalidade)
• Em que acreditamos (valores)
• O que queremos alcançar (metas)
• O que fazemos (função)
• Para quem o fazemos (público/parceiros)
• Missão: Conjunto de palavras que contém, de forma resumida, a finalidade, valores, metas, estratégia e o público alvo de uma instituição (Davies, 2001, p.32)
Exposição
• É um amostra ou exibição em determinado local e com técnicas adequadas, (aos objetivos, temas, propostas) de um conjunto de elementos orientados segundo um tema específico e com uso de uma linguagem própria, visando informar, motivar, despertar e conscientizar um determinado público para uma determinada mensagem ou realidade.
Caracteriza a exposição
• Objeto (conjunto de elementos físicos)
• Tema
• Linguagem própria (linguagem museológica)
• Público – segmento específico da sociedade ou vários segmentos/várias sociedades
... a realidade será então interpretada e traduzida para o visitante em linguagem museológica.
É importante perceber a realidade
• A geografia local
• Os hábitos e costumes
• O patrimônio
• As tradições
• Os problemas
• As soluções dos problema
• Baseados na musealização de um território;
• Enfase dada as relações culturais e sociais Homem/Território;
• Baseada no TEMPO SOCIAL;
• Características: Valoriza processos naturais e culturais e não os objetos enquanto produtos da cultura;
• Pode conter exposições tradicionais, baseados em objetos.
Processo de musealização
• Fio Condutor:
• Para que existimos (finalidade)
• Em que acreditamos (valores)
• O que queremos alcançar (metas)
• O que fazemos (função)
• Para quem o fazemos (público/parceiros)
• Missão: Conjunto de palavras que contém, de forma resumida, a finalidade, valores, metas, estratégia e o público alvo de uma instituição (Davies, 2001, p.32)
Exposição
• É um amostra ou exibição em determinado local e com técnicas adequadas, (aos objetivos, temas, propostas) de um conjunto de elementos orientados segundo um tema específico e com uso de uma linguagem própria, visando informar, motivar, despertar e conscientizar um determinado público para uma determinada mensagem ou realidade.
Caracteriza a exposição
• Objeto (conjunto de elementos físicos)
• Tema
• Linguagem própria (linguagem museológica)
• Público – segmento específico da sociedade ou vários segmentos/várias sociedades
... a realidade será então interpretada e traduzida para o visitante em linguagem museológica.
É importante perceber a realidade
• A geografia local
• Os hábitos e costumes
• O patrimônio
• As tradições
• Os problemas
• As soluções dos problema
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